Viagens passadas, presentes e futuras

Budapeste

Em maio de 2015, conciliamos as passagens compradas para Amsterdã com uma viagem pelo Leste Europeu, que é uma opção de viagem por lugares magníficos por um custo mais acessível.

Compramos a passagem de avião de Amsterdã para Budapeste com volta a partir de Praga, pelo site da cia aérea KLM (as cidades são distantes e o vôo dura pouco mais de 2hs, então nem cogitamos ir por outro meio de transporte).

Assim, começamos nossa viagem pelo Leste Europeu por Budapeste, capital da Hungria.


Parlamento Húngaro às margens do rio Danúbio

Dica importante: a Hungria não faz parte da União Européia e por isso, não usa euros e sim florim (ou forint) húngaro. Como é uma moeda difícil de achar, ou quando achamos o câmbio é horrível, preferimos sacar dinheiro lá e valeu muito a pena. Se quiser levar euros, precisará trocar lá por florins (a maior parte dos lugares não aceita euro como forma de pagamento) e com isso, perderá duas vezes no câmbio.

Budapeste é o resultado da fusão das cidades de Buda, Ôbuda e Peste, mas a história da cidade começa muito antes disso, ainda como assentamento Celta posteriormente convertida em cidade Romana, onde hoje são vistas as ruínas de Aquincum.

Ao visitar a cidade, você percebe que as marcas do tempo estão por todas as partes, pois Budapeste certamente é uma das capitais que foi mais vezes ocupada, destruída e reconstruída da história. E essa imensa capacidade de reconstrução faz do povo Húngaro muito orgulhoso de sua grandiosa história.


Igreja de Mathias e Bastião dos Pescadores vistos da margem oposta do Danúbio

Chegamos em Budapeste à noite, em tempo somente de ir para o Hotel recarregar as baterias e nos preparar para a maratona turística dos dias seguintes. Aliás, a melhor forma de se deslocar por Budapeste é por meio das linhas de metrô que, apesar de limitadas, atendem bem a região turística da cidade. Além disso, prepare-se para caminhar muito!

Pensando nisso, ficamos hospedados no Hotel Ibis Budapeste City, localizado estrategicamente em frente a uma estação de metrô (Blaha Lujza Tér), com uma cama confortável, chuveiro bom e tarifas baixíssimas para padrões europeus (conseguimos um quarto por cerca de 40 euros o casal)! :)

De fato, o custo de "turistar" por Budapeste é muito menor do que nas demais capitais da região (para aumentar a sua felicidade, o custo era um pouco menor que os preços do Brasil). Gastar pouco é um ponto muito positivo, mas é o que se vê nos principais pontos turísticos que faz de Budapeste uma cidade única, conforme mostramos a seguir:

Ponte das correntes:
É a ponte mais icônica de Budapeste e foi construída em 1849 sendo a primeira ligação permanente entre as partes de Buda e Peste. A ponte foi destruída durante a segunda guerra mundial (propositalmente, para não deixar que os soldados chegassem do outro lado do rio) e, felizmente, posteriormente reconstruída.


Ponte das correntes


Vale a pena visitar a ponte das correntes durante o dia e à noite, quando a ponte recebe iluminação especial.


Chain Bridge iluminada à noite


Castelo de Buda:
Para chegar ao topo da colina do castelo, você pode ir a pé ou pegar o funicular em frente à Ponte das Correntes (Chain Bridge). Obviamente, nós optamos pelo funicular, afinal estávamos lá para fazer turismo e não para pagar penitência! :)
O funicular custou, na época, 1.800 florins (ida e volta).


Funicular para subir até o Castelo de Buda


Chegando lá em cima, você tem uma visão privilegiada da cidade cortada pelo Rio Danúbio, mas há muito mais para ver e fazer lá em cima.

O Castelo, antigo palácio real, é o ponto ideal para começar sua viagem pela cidade. Ocupando uma imponente construção sobre a colina, o castelo abriga um complexo de algumas das principais atrações da cidade. 

Castelo de Buda


Dentro do castelo há o Museu da História de Budapeste, que mostra em vídeos, fotos, mapas e objetos da época cada um dos principais acontecimentos históricos do país. A entrada custou 2.000 florins por pessoa.


Igreja de Mathias:
A fachada neogótica e o telhado colorido chamam a atenção para esta igreja do século XIII onde Franz Joseph e Elizabeth (Sissi) foram coroados em 1867. A igreja já foi destruída e reconstruída inúmeras vezes e sua beleza realmente é única. Para conhecer o interior é necessário pagar ingresso.


Igreja de Mathias no complexo do Castelo de Buda


Bastião dos pescadores:
Um dos melhores pontos para observar Budapeste cortada pelo Rio Danúbio, este monumento foi erguido com sete torres que simbolizam as primeiras tribos que fundaram a cidade. Parte do monumento pode ser acessada de forma gratuita, mas para acessar o topo é necessário pagar ingresso. Além disso, há um café ideal para quem quer apreciar a vista sem pressa.


Bastião dos pescadores

Parlamento Húngaro:
O imponente prédio do Parlamento Húngaro às margens do Danúbio talvez seja o ponto mais fotografado de Budapeste. E não é para menos! O prédio, inaugurado em 1896, apresenta estilo neogótico e a riqueza de detalhes em sua fachada chama a atenção.

O interior também é rico em detalhes e a principal atração é a coroa de São Estevão. 

Se for visitar o Parlamento, compre as entradas com antecedência e verifique os dias em que não há visitação pública. No dia que fomos visitar, não conseguimos ingressos, mas eu já havia visitado alguns anos antes e posso assegurar que vale a pena! :)


Parlamento Húngaro


Citadella:
A Citadella é uma antiga fortaleza no topo da colina Gellert, que possui esse nome devido ao missionário que trouxe o Cristianismo para a região.

A Colina é um dos lugares mais altos de Budapeste e não possui elevador! Então, se prepare para subir muitos degraus, mas terá como recompensa uma vista linda da cidade e um pouco de descanso, já que lá em cima tem várias lojas de souvenirs e alguns restaurantes.

Se não quiser ir andando, vimos um ônibus de turismo que deixava lá (no estilo City Tour) ou dá para chegar de carro / táxi.

Na fortaleza, existe um bunker que funciona como museu, porém estava fechado para reformas quando fomos (é pago para entrar).
Se estiver um dia bonito, é um ótimo lugar para fazer piquenique!


Citadella

Praça dos heróis:
A praça dos heróis é a praça mais importante de Budapeste e fica no final de uma das avenidas mais importantes (Avenida Andrássy).

É considerada Patrimônio da Humanidade, juntamente com as margens do Rio Danúbio e o Castelo de Buda.

Em sua construção, podemos ver várias estátuas que homenageiam as tribos que fundaram a cidade e também algumas figuras importantes, como por exemplo o Arcanjo Gabriel e São Estevão.


Praça dos heróis



Basílica de Santo Estevão:
É a maior igreja de Budapeste, construída sob estilo neoclássico com planta de cruz grega, de 87m de comprimento por 55m de largura. A fachada principal completa-se com duas torres gêmeas, simbolizando campanários. Na sua torre direita está o maior e mais pesado sino (tem nove toneladas de peso) da Hungria. O anterior, de 8 toneladas, foi fundido durante a Segunda Guerra Mundial.

Em seu interior, é guardada a maior relíquia da história húngara: a mão do Rei Estevão I, primeiro rei da Hungria e fundador da igreja na região.


Basílica de Santo Estevão


Sapatos no Danúbio:
Esse monumento representa uma homenagem aos judeus que foram mortos e jogados no rio Danúbio, durante a Segunda Guerra Mundial.

No momento da execução, era solicitado que eles tirassem os sapatos. Em seguida, os judeus eram cruelmente mortos e os corpos caíam diretamente no rio.


Homenagem aos judeus mortos na Guerra


Castelo de Vajdahunyad:

O castelo de Vajdahunyad está localizado no parque Városliget, em uma pequena ilha dentro do parque e foi construído em 1897 para as comemorações dos 1000 anos da Hungria.

É um lugar bem interessante para um passeio e também para um piquenique. É amplo, fica próximo do centro de Budapeste e serve de parada rápida para recarregar as baterias.


Castelo de Vajdahunyad


Museu do Terror:
Na entrada do museu, já conseguimos ver a grandeza do lugar e dos detalhes guardados nele: um tanque, em tamanho real, nos recepciona e nos leva a uma época obscura mas que nunca devemos esquecer.

O museu possui várias fotos e vídeos da época da Guerra e conta a história de forma muito clara e pontua os obstáculos que o povo húngaro enfrentou para se reerguer. Com certeza, vale muito a pena a visita! O ingresso custou 2.000 florins por pessoa.


Museu do Terror



Banhos Termais
Budapeste é muito conhecida pelos vários lugares dedicados aos banhos termais. A entrada é paga e funciona como os clubes: com vestiários, armários, piscinas de água aquecida e normal.

É uma excelente opção para quem for no verão e quiser se refrescar ou então, para dar aquela aquecida no inverno (mas não recomendaríamos no inverno, porque sair dali será doloroso rs).


Fachada do Szechenyi, um dos mais famosos banhos termais de Budapeste


Aquincum
Para quem gosta de História e se interessa por ver como a população vivia há muitos séculos atrás, essa é uma atração que você não pode perder.

Segundo o próprio site do Museu, o Aquincum é a Pompéia húngara! Com muitas ruínas e objetos datados do século 2 e 3 dC, estima-se que a população do local era algo em torno de 10 a 15 mil pessoas.

Se não estiver com um tempo muito apertado, reserve cerca de 2 horas para a visita ao local.
Ruínas de Acquincum


Mercado central
Como em outras cidades da Europa, Budapeste também conta com um Mercado Municipal. Amplo, arejado e perfeito para o almoço ou aquele lanche da tarde. Os mercados são muito importantes para entendermos a culinária local e descobrir os pratos típicos da região.


Mercado Central de Budapeste


Ruin Pubs
Essa dica é para quem quer badalar um pouco além de turistar!
O que eram prédios semi abandonados e em ruínas viraram os bares da moda em Budapeste, em função principalmente do "clima cool" e bebidas baratas.


Ruin pub em Budapeste

Fomos em um que era bem "roots", com árvores no meio do espaço, pessoas fantasiadas em uma despedida de solteiros, muitos shots e com um escape room dentro.


Escape Rooms
Em Budapeste, fomos apresentados a um novo tipo de diversão: os escapes rooms, derivados dos escape games de computador, porém jogados em grupo na vida real.

Fomos em um grupo de 5 pessoas no ExitPoint (grupo da foto acima). O objetivo do jogo é desvendar as charadas e sair da sala em 60 minutos.

O jogo é muito interessante e com muita adrenalina. Não nos atrapalhou não falar húngaro, pois a equipe falava inglês e conseguimos nos comunicar com facilidade.

Infelizmente não conseguimos escapar desta sala, mas ficou aquela sensação de "quero MUITO mais" e agora buscamos outras salas desse tipo em todas as nossas viagens. A boa notícia é que agora também temos esse jogo no Brasil!


Mas, afinal, quantos dias ficar em Budapeste?
Como podem ver, existem muitas atrações para ver em Budapeste (além dos bate-e-volta que falaremos em um post a parte), por isso, recomendamos, pelo menos, 3 dias inteiros na cidade. Assim, você conseguirá entender melhor a cultura local e tentar aprender algumas palavras em húngaro (é difícil, mas é muito legal aprender pelo menos as palavras principais, eles ficam super felizes!).


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