Viagens passadas, presentes e futuras

Chichén Itzá

Em nosso segundo dia de viagem à Cancún fomos conhecer Chichén Itzá. Caso você não se lembre do nome, certamente já viu a imagem abaixo em algum lugar.

Chichen Itza
Templo de Kukulkan - Chichén Itzá
Lembrou?

Chichén Itzá foi uma cidade Maia, construída na península de Yucatán, cerca de 200km distante de Cancún. Dentre as diversas estruturas conservadas do lugar, a que mais se destaca é o Templo de Kukulkan, eleito como uma das novas sete maravilhas do mundo moderno.

Como dissemos em nosso post sobre o roteiro (Aqui!), contratamos um passeio guiado para conhecer o local, uma vez que o templo fica a pouco mais de duas horas de carro a partir de Cancún.

No horário marcado, por volta de 7:30 da manhã, a van chegou ao nosso Hotel e embarcamos para o passeio que durou praticamente o dia todo. Após embarcarmos na van, ainda fomos para um ponto de encontro onde os turistas eram direcionados para outros transportes de acordo com o itinerário escolhido para o dia. Isso ainda nos tomou um tempo razoável antes de efetivamente pegarmos a estrada, dessa vez em um ônibus grande e mais confortável que a van.

Como a atração principal do dia ficava distante, o passeio incluiu algumas paradas estratégicas pelo caminho para não cansar demais:


Aldeia Maia:
Nossa primeira parada foi em uma "aldeia Maia", que mostrava as tradições e estilo de vida do povo Maia.

Claro que era uma aldeia para turistas, com pessoas vestidas com os trajes típicos, casas decoradas como residências Maias, venda de artesanato local (aceitavam cartões de crédito) e restaurante, mas valeu a pena conhecer o local! O almoço nesta aldeia já estava incluído no passeio e tinha um cardápio restrito porém satisfatório, com opções de carnes, arroz, saladas, feijões e tortillas mexicanas. Durante o almoço, há uma apresentação de danças típicas, como mostrado na foto abaixo:


Almoço em aldeia Maia

Após o almoço e mais um tempo para comprar lembrancinhas, partimos rumo à segunda parada do dia: um Cenote!

Cenote:
Os cenotes são espécies de cavernas ou grutas que dão acesso a verdadeiras piscinas naturais subterrâneas de água limpa e fresca. Neste passeio visitamos o cenote Hubiku, mas existem diversos outros nas redondezas.

Cenote Hubiku

Para o povo Maya, os cenotes eram muito importantes, pois além de fonte de água pura, os cenotes eram utilizados em rituais religiosos, sacrifícios e celebrações.

O cenote Hubiku tem uma abertura no topo que deixa a luz do sol entrar, iluminando a plataforma que dá acesso à água e tornando o ambiente ainda mais espetacular.

Além do visual incrível e da história do local, ainda é possível mergulhar no cenote, o que eu recomendo fortemente principalmente se estiver muito quente no dia de sua visita, o que era o nosso caso! :)

Ao redor do cenote você ainda pode encontrar um museu da Tequila, uma loja de souvenirs e uma estrutura com banheiro e vestiário. Depois de se secar e trocar a roupa de banho, chega a hora de entrar no ônibus novamente para conhecer a principal atração do dia: Chichén Itzá!

Chichén Itzá:
Após algumas horas de estrada e outras paradas pelo caminho, finalmente chegamos em Chichén Itzá, a principal atração do dia!

Logo após entrarmos pelo portão principal da cidade arqueológica, nos deparamos com o Templo de Kukulkan. Durante muito tempo, Chichén Itzá foi um importante centro social, cultural e religioso dos Maias e o Templo de Kukulcan talvez seja a mais impressionante de todas as estruturas do local.







O que poucas pessoas sabem (nós pelo menos não sabíamos até chegar lá!) é que o templo de Kukulkan é uma representação física do calendário Maia e seu nome é uma referência ao Deus Kukulkan, que significa "serpente emplumada" em Maia. Esta tal serpente emplumada nada mais era do que uma grande ave com uma longa cauda. Ao voar, a cauda balançava e os Maias viam ali o movimento de uma serpente.

O templo de Kukulkan não impressiona exatamente por seu tamanho, mas sim pelos conhecimentos em matemática, astronomia, geometria e acústica empregados na construção.

Com cerca de 30 metros de altura, o templo possui forma piramidal e está dividido em nove plataformas quadradas sobrepostas. Cada face do templo está voltada para um dos pontos cardeais e possui 91 degraus, totalizando 364 degraus nas laterais. Somado ao último degrau no topo do templo, temos 365 degraus, o total de dias no ano.

As faces do templo possuem 52 painéis que representam os 52 ciclos do calendário Maia. Lembra aquela história de que os Maias haviam previsto o fim do mundo? Era apenas o fim dos 52 ciclos do calendário. Em vez do mundo acabar, os ciclos recomeçam! :)

Como o templo era utilizado para discursos dos líderes da época, a acústica também era um fator importante para a propagação do som ao redor do templo. Um fenômeno interessante é observado ao se bater palmas em frente à escadaria do templo. No lugar do eco das palmas, o que se ouve é um som distorcido, semelhante ao canto de uma ave.

O complexo de Chichén Itzá ainda apresenta outras edificações interessantes, como o maior campo conhecido de jogo de bola mesoamericano. O jogo era praticado por dois times com 1 capitão e 6 jogadores que usavam a cabeça, os quadris ou os cotovelos para acertar uma bola de látex em um arco a 6 metros de altura. 



Campo de bola de Chichén Itzá

O mais interessante é que após o fim da partida, o capitão do time vencedor era sacrificado, pois eles acreditavam que deviam dar aos Deuses o que tinham de melhor e nesse caso era um motivo de orgulho para os praticantes ser oferecido aos Deuses, mesmo que isso lhes custasse a vida.

Após conhecermos outras estruturas da cidade arqueológica, ainda tivemos uma última parada de apenas 15 minutos na cidade de Valladolid, onde pudemos experimentar churros e sorvete na praça central para um último refresco antes da viagem de volta ao Hotel.

Sem dúvidas, o passeio a Chichén Itzá é obrigatório para quem estiver em Cancún e será sempre uma incrível recordação desta viagem. Nós fomos em uma excursão guiada, mas é possível ir de carro sem problemas, pois o local possui amplo estacionamento. Mesmo que você vá de carro, recomendamos ter um guia por perto para que você não perca nenhum detalhe deste local incrível.

Acompanhe as outras postagens da nossa série sobre Cancún e Vamos pelo Mundo!

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