Viagens passadas, presentes e futuras

Amsterdam

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Cancún

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Campos do Jordão

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Buenos Aires - Terra dos Hermanos, do Dulce de Leche e do Bife de Chorizo

Buenos Aires já não é mais uma grande novidade e está longe de ser aquela pechincha que foi no passado, mas a capital Argentina continua sendo a queridinha de muitos brasileiros quando planejam uma viagem curta pela América do Sul, seja pela proximidade geográfica, seja pela comida maravilhosa.

A certeza que temos é a de uma viagem fácil de chegar, se comunicar e principalmente de achar bons restaurantes!

Por isso, Buenos Aires se torna uma opção muito atraente para quem deseja uma viagem mais curta ou uma escapadinha em um feriado.

Floraris Genérica, uma das principais atrações na cidade


Como chegar em Buenos Aires?

Chegar em Buenos Aires é muito fácil. Algumas companhias aéreas oferecem vôos diretos do Brasil para a capital Argentina, como por exemplo a Emirates, a Tam e a GOL.

Além disso, como a procura por vôos é frequente, as promoções de passagens também são. Caso Buenos Aires esteja na sua lista de próximos destinos, fique atento às diversas promoções e tenha um pouco de flexibilidade para conseguir preços melhores.

Dê preferência para os vôos com chegada no Aeroporto Jorge Newberry (Aeroparque), já que a distância até o Centro é de menos de 15km. Enquanto o outro aeroporto, Ezeiza (Aeroporto Internacional Ministro Pistarini), fica a 35km de distância.


Onde ficar em Buenos Aires?

Buenos Aires é uma cidade com atrativos distribuídos em diferentes regiões e possui diferentes opções de hospedagem para todos os gostos e bolsos. Mas vamos sugerir aqui os nossos bairros preferidos:
  • Retiro: é o finalzinho do Centro e a sua área mais nobre, ou seja, aqui você encontrará bons hotéis com preços bastante convidativos e próximos das principais atrações, sendo possível caminhar até diversos pontos turísticos e bons restaurantes. Geralmente, é uma opção com boa relação custo x benefício.
  • Recoleta: em nossa opinião, é o bairro com a melhor localização (está entre o Centro e Palermo) e é bem servida de transporte, o que facilita o acesso a outras partes da cidade. É um bairro bem residencial, bem mais bonito que o Centro, mas também conta com muitos bons restaurantes e opções de vida noturna.
  • Palermo: sem dúvidas é o bairro mais bonito de Buenos Aires! É bem arborizado, com muitos parques (o Jardim Japonês e o Rosedal ficam aqui), hotéis mais caros e luxuosos e com muitos restaurantes para apreciar. Em contrapartida, é o bairro mais distante das principais atrações turísticas e, com isso, o seu deslocamento será dificultado um pouco (a não ser que sempre use táxi). Recomendamos ficar em Palermo caso não esteja indo para a cidade pela primeira vez.
Para pesquisar bons hotéis na cidade, usamos sempre o Booking.com (clique aqui para visitar o site), que oferece muitas opções e conta com avaliações dos hóspedes para avaliar se o Hotel é realmente aquilo que promete. Além disso, em muitos casos, o site oferece a possibilidade de cancelamento gratuito da reserva, o que pode ser útil caso aconteça algum imprevisto ou caso você encontre um Hotel melhor ou mais barato de última hora. :)


A Livraria El Ateneo funciona em um antigo teatro e também é parada obrigatória na cidade


Quanto tempo ficar em Buenos Aires?

Essa pergunta depende principalmente do que você pretende fazer em Buenos Aires. Nossas sugestões de tempo variam de acordo com o seu interesse:
  • 3 dias: é a nossa sugestão mínima de tempo para quem vai à cidade pela primeira vez. Desde que você tenha realmente 3 dias completos, conseguirá ver todas as atrações mas ficará com o dia corrido e talvez alguns lugares ficarão para trás. Se você já conhece a cidade e quer apenas aproveitar, 3 dias já se torna uma ótima opção.
  • 4 dias: para nós, é o tempo ideal para conhecer Buenos Aires e apreciar a excelente gastronomia portenha sem ter que fazer "maraturismo".
  • 5 dias: com cinco dias na cidade, é possível conhecer as principais atrações com calma, incluir lugares menos turísticos no roteiro ou ainda aproveitar para fazer um bate-volta até Colônia do Sacramento no Uruguai!

Para quem tem mais tempo sobrando, Buenos Aires pode ser facilmente combinada com outras atrações ao sul do continente, o que pode fazer sua viagem ficar ainda mais interessante. Seguem nossas recomendações:
  • Buenos Aires + Montevidéu: 6 dias
  • Buenos Aires + Montevidéu + Punta del Este: 8 dias
  • Buenos Aires + Mendoza: 8 dias
  • Buenos Aires + Patagônia: 10 dias

Casa Rosada, a sede do governo Argentino


#Ficaadica!
  • Locomoção: 
Buenos Aires possui um sistema de metrô um pouco antigo e mal conservado, mas que te ajudará bastante no deslocamento. Caso não tenha metrô perto de onde você estiver, a malha de ônibus é eficiente e certamente te deixará mais próximo do seu local de interesse.

Além disso, os táxis não são caros em Buenos Aires e são uma boa opção para locomoção pela cidade, principalmente para quem estiver viajando em grupo. O táxi é uma forma prática e com um preço justo (por exemplo, pegamos um táxi do Retiro para Palermo e custou 80 pesos, cerca de 20 reais).


Por fim, Buenos Aires também conta com serviço do Uber e de outros aplicativos similares, que oferecem o serviço já conhecido em outras capitais mundiais com um preço mais acessível que o do táxi.

  • Alimentação:
Definitivamente, Buenos Aires não combina com dieta. Você simplesmente não pode sair de Buenos Aires sem provar os tradicionalíssimos cortes de carnes argentinas, como o Ojo de Bife e o Bife de Chorizo, as famosas empanadas de carne suave ou picante, os incríveis alfajores (há dezenas de opções diferentes, mas o nosso preferido é o da marca Cachafaz) e o doce de leite maravilhoso (nesse caso, recomendamos o doce de leite do Freddo, simplesmente sensacional).

Mesmo para quem não come carne, os restaurantes geralmente disponibilizam opções de pratos de frango, peixe ou massa. Há ainda diversas opções de restaurantes especializados em culinária italiana, japonesa, árabe etc. Ou seja, será fácil encontrar o que comer para todos os gostos.

Mas atenção, quem foi a Buenos Aires há alguns anos atrás poderá se assustar com os preços praticados atualmente nos restaurantes da cidade. Se antes era possível comer muito bem em um excelente restaurante pagando muito pouco, isso infelizmente já não é mais verdade. 
Está tudo muito caro! Para terem ideia: um café expresso custa cerca de 40 pesos, um sanduíche tinha o preço de 160 pesos, uma oferta no Mc Donalds por 140 pesos e almoços em restaurantes razoáves por pelo menos 300 pesos por pessoa, sem contar com bebida alcoólica!

  • Câmbio:
Fomos para Buenos Aires em junho de 2017 e definitivamente não compensava comprar pesos argentinos no Brasil. A cotação na DG Câmbio (nossa casa de câmbio preferida no Rio de Janeiro) pagava 3,44 pesos argentinos para cada real (contra 4,20 pesos oferecidos nas casas de câmbio em Buenos Aires).

Faça um cálculo aproximado de quando irá gastar por dia e troque o dinheiro aos poucos, já que voltar com pesos para o Brasil será sinônimo de perder dinheiro no câmbio reverso.

Por isso, leve Reais e deixe para trocar por Pesos no Banco de La Nación quando chegar no aeroporto (lembrando que o Banco fica na parte de dentro, antes de desembarcar).

Caso não queira enfrentar fila ou esteja muito cansado para trocar dinheiro, não precisa se desesperar! Os táxis do aeroporto aceitam o pagamento em Reais ou em cartão de crédito (no dia que chegamos, a taxa era exatamente a mesma oferecida pelo câmbio oficial - R$ 1,00 = 4,20 pesos).

Ainda, algumas lojas aceitavam receber o valor em Reais e ainda tinham uma cotação melhor que aquelas oferecidas no câmbio oficial. Na ocasião, utilizavam a taxa de R$ 1,00 = 4,50 pesos argentinos.




Por mais que Buenos Aires não seja um destino atualmente muito barato, ainda assim é uma cidade muito atraente, com uma culinária espetacular e uma ótima opção para uma viagem rápida!

No próximo post vamos dar uma sugestão de roteiro para curtir a Capital Argentina e aproveitar ao máximo o tempo na cidade. Para saber mais, não deixe de conferir nosso próximo post e Vamos pelo Mundo! :)





Booking.com


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Barcelona - A capital da Cataluña

Continuando a nossa viagem de 21 dias pela Espanha, chegamos à nossa última parada: a incrível Barcelona! (clique aqui para ler o nosso roteiro completo)





Como chegar em Barcelona?
Por ser um destino muito popular (a cidade está frequentemente no Top5 de cidades mais visitadas no mundo), chegar em Barcelona é uma tarefa fácil.

Partindo do Brasil, há vôos diretos a partir do aeroporto de Guarulhos em São Paulo ou vôos com apenas uma escala partindo das principais cidades brasileiras.

Você ainda pode incluir a cidade num trecho por avião a partir das principais capitais europeias ou então chegar de trem. No nosso caso, optamos por ir de trem de Valência para Barcelona e compramos a passagem com antecedência pelo site da Renfe - operadora espanhola de trens.

Caso decida ir de Madri para Barcelona, há trens expressos que fazem o trajeto em apenas 2 horas e meia!


Onde ficar em Barcelona?
Barcelona é uma cidade com muitas atrações e elas estão espalhadas por diferentes bairros. Assim, não consideramos que exista uma única área ideal para se hospedar, mas indicamos MUITO que fique próximo à alguma estação de metrô.

Nós nos hospedamos no Ibis Styles próximo ao Passeig de Gracia e adoramos a localização. Próximo ao metrô, a poucos metros da Casa La Pedrera, uma zona residencial mas com várias comodidades próximas (como um Carrefour express). Outro bom lugar para se hospedar é próximo à Praça de Catalunya, porém é bem mais movimentado e mais turístico também.

Apenas não recomendamos ficar nos seguintes locais:
  • Barceloneta / Montjuic: São áreas distantes das atrações e com pouco acesso por metrô/ônibus. Se não tiver nenhum interesse específico nessas regiões, é melhor buscar uma localização mais central.
  • Próximo ao Park Guell: mesmo motivo acima e além disso, um senhor que estava no ônibus conosco disse que é comum ter batedores de carteira dentro das conduções (pela grande concentração de turistas)

Quanto tempo ficar em Barcelona?
Essa é sempre uma pergunta muito difícil de ser respondida! Cada um tem seu ritmo de viagem e suas prioridades, mas acreditamos que 4 dias inteiros é o período mínimo que a cidade merece. Com menos tempo você sairá com a sensação de ter deixado muitas coisas pra conhecer na próxima visita.

Barcelona é o tipo de cidade que quanto mais se conhece, mais se quer conhecer! Nós ficamos 6 dias (+1 para fazer o bate-volta para Girona) e, ainda assim, não conseguimos conhecer tudo o que a cidade tinha a oferecer.


Madri ou Barcelona: dúvida cruel!
Dúvida comum na cabeça de quem está planejando uma viagem para a Espanha: Onde vale a pena passar mais tempo? E se tiver que escolher entre uma cidade ou outra?

É complicado escolher, pois as duas cidades tem climas bem diferentes. Enquanto Madri é a típica capital, com muito movimento, infraestrutura, vários restaurantes e paisagem urbana, Barcelona é mais acolhedora (talvez pela quantidade absurda de estrangeiros residentes), mais badalada e com um clima mais descontraído.

Dito isto, nós recomendamos ir para Barcelona ao invés de Madri! Mas acreditamos que o diferencial na escolha será o tempo destinado para conhecer as duas jóias da Espanha. Caso tenha apenas 3 dias, escolha Madri e não se arrependerá. Se tiver mais tempo, vá para Barcelona e curta um clima intimista em uma cidade grande.


O que fazer em Barcelona?
Barcelona é o tipo de cidade que tem atrações para todos os gostos e bolsos. Por isso, ajudamos você com a lista abaixo:

  • Free walking tour - Sandemans:

Como já dissemos em outros posts, nós adoramos fazer um free walking tour nos lugares que conhecemos e em Barcelona não poderia ser diferente!

Entramos no site da Sandemans e já reservamos o nosso tour gratuito. Tivemos sorte com o nosso guia: era americano e tinha um inglês muito fácil de se entender.

O tour acontece em 3 horários diferentes e sai da estação de metrô Jaume I, em frente a um café.

  • La Pedrera (ou Casa Milà):
Foi a nossa primeira atração visitada em Barcelona e já deu para notar a importância que Antonio Gaudí tem para essa cidade.


Fachada de "La Pedrera", um dos mais famosos projetos de Gaudí na cidade

A casa foi construída entre 1905 e 1907 e atualmente abriga exposições, além de visitas abertas ao público. O ingresso custou 20,50 euros (preço de março/16) e incluía audioguia em português. Pode ser comprado antecipadamente pelo site ou na hora da visita sem problemas.

O prédio é muito interessante em seu interior, com as escadas irregulares, o telhado com "chaminés" com formas mirabolantes e o que mais nos chamou a atenção é que ele ainda serve como residência realmente! Obviamente, a parte habitada não é aberta ao público e em algumas partes tem avisos para não fazer barulho e não incomodar os vizinhos.

Além disso, o edifício está na lista da Unesco como Patrimônio Mundial, assim como muitas outras obras de Gaudí.

  • Casa Batlló:

Assim como a Casa Milà, a Casa Batlló foi desenhada por Antonio Gaudí e ficam bem próximas uma da outra.


A curiosa fachada da Casa Batló com suas varandas que parecem máscaras 

Como a Casa Batlló é menor que a La Pedrera e os ingressos caros, preferimos ir em apenas uma Casa.

Mas, obviamente, não deixamos de admirar a charmosa casa colorida por fora! :)

  • Plaça de Catalunya:
É uma das principais praças da cidade e marca o começo de Las Ramblas, ou seja, é um local sempre muuito movimentado e caótico.


Plaça de Catalunya

É daqui também que sai o shuttle para o aeroporto - uma excelente opção aliás! O trajeto dura cerca de 30 minutos, passa nos dois terminais e custa 5,90 euros.

  • Las Ramblas:
É a concentração do agito de Barcelona - de um lado, está a Plaça de Catalunya e do outro, o Porto de Barcelona.


Las Ramblas
A via se estende por pouco mais de 1km e ali você vai encontrar a maior concentração de turistas por metro quadrado de Barcelona, mas é um bom lugar para lanchar, encontrar souveniers ou simplesmente parar em um café para admirar a rua. Porém, como o local é muito turístico, fique atento aos batedores de carteira e não espere encontrar bons preços nos bares e restaurantes.

  • Mercado La Boqueria:
Situado em Las Ramblas, o Mercado possui vários stands que vendem desde sucos até peixes!


Entrada do Mercat de La Boqueria

O mercado não fica aberto até muito tarde, então é ideal para um almoço mais descontraído (já que não possui muitos lugares para sentar e muitos quiosques não possuem nem bancos) ou para um lanche da tarde.


Interior do mercado de La Boqueria

Nós aproveitamos para comer uma paella de frutos do mar, sanduíches de Jamón e andar um pouco pelo lugar para conhecer melhor os pratos e bebidas típicos.

  • Porto e La Barceloneta:
Caminhando pelas Ramblas até o Mirador de Colón, você chegará ao Passeig de Colom, a avenida que beira o mar até o bairro de La Barceloneta. Ao avistar o mar, você já verá junto o Porto velho de Barcelona.

Essa região foi toda restaurada para as Olimpíadas de 1992 e de lá pra cá ganhou vida nova. Se antes a região não era muito bem frequentada, as centenas de embarcações atracadas no porto deixam claro que a região converteu-se em um grande centro da elite endinheirada da cidade.



Continuando o passeio, siga pela Rambla del Mar, uma grande passarela que dá acesso a um shopping com grandes marcas e ao aquário de Barcelona.

Volte para o Passeig de Colom e siga em direção ao simpático bairro de La Barceloneta, onde você encontrará uma das principais praias da área urbana de Barcelona.

Nós fomos em abril e mesmo não estando tão calor para nós brasileiros, a praia já mostrava muita vida, com pessoas tomando sol na areia, caminhando pelo calçadão, praticando esportes ao ar livre e muitas crianças brincando. Ao longo da orla, você ainda encontrará alguns bares ideais para uma parada estratégica para recarregar as baterias durante um dia de andanças.




Antes de ir embora, reserve um tempo para conhecer o interior do bairro, que tem ruas agradáveis e calmas, contrastando com o agito da orla.


Rua tranquila no coração do bairro de La Barceloneta

Continuando o passeio pelo bairro, seguimos pela rua Carrer de la Maquinista até o Mercat de la Barceloneta, outro mercado tipicamente espanhol com venda de peixes frescos, carnes, frutas e mais.

Mercat de la Barceloneta
Infelizmente chegamos ao mercado já na parte da tarde e quase não havia mais movimento. Para ver o mercado funcionando a pleno vapor, você deve visitá-lo na parte da manhã.

  • Museu de história de Barcelona (MUHBA):
O MUHBA é o museu de história de Barcelona e tem um acervo muito interessante. Sob uma das regiões mais movimentadas da cidade, escondem-se as ruínas da cidade antiga de Barcino, que deu origem à Barcelona.

Além disso, apresenta utensílios, acessórios e azulejos da época, tudo muito rico e organizado.


Ruínas da antiga cidade de Barcino

O ingresso custou 7 euros por pessoa (com audioguia em português incluído) e eles entregam uns folhetos explicativos contando a história das peças expostas. As placas explicativas só apresentavam informações em espanhol, mas mesmo quem não é fluente consegue entender bem.

  • Museu Picasso:

Barcelona tem tantas atrações interessantes que fica difícil escolher quais visitar primeiro. Assim, deixamos para visitar o Museu Picasso já no final da viagem, mas os ingressos para o dia (e o dia seguinte) já estavam esgotados. 

Então, a nossa sugestão é comprar antecipadamente pelo site e não ter essa decepção, já que não imaginávamos que seria lotado a esse ponto! O ingresso para visita com horário marcado custava 11 euros por pessoa (ou 16 euros com audioguia), ou seja, agora que já avisamos nada de chegar atrasado hein?! :)

  • Montjuïc:
O Parc de Montjuïc é um grande complexo de atrações turísticas localizadas na colina de mesmo nome e é um dos principais parques da cidade de Barcelona.


Imponente fachada do Museu de Arte da Catalunha

O parque conta com diversas atrações, dentre elas o museu de arte da Catalunha, a fundação Juan Miró, o estádio Olímpico e o Castell de Montjuïc. Com a grande quantidade de atrações concentradas nesta região, você pode facilmente passar um dia inteiro por aqui.

Entretanto, nós optamos por conhecer apenas o Castell de Montjuïc, uma fortificação militar no topo da montanha com uma vista privilegiada da cidade.


Entrada do Castell de Montjuïc

Em função da localização estratégica, essa fortaleza foi utilizada como posto de defesa em diversos confrontos desde sua construção, mas felizmente hoje é apenas um excelente mirante para contemplar as belezas da cidade, permitindo uma ampla visão da cidade e do mar.


O Castell de Montjuïc é um ótimo mirante para contemplar a cidade

O ingresso para a entrada custa 5 Euros por pessoa e a visita pode ser feita de 10h às 18h entre novembro e março e de 10h às 20h no resto do ano. 

  • Jogo e Estádio Camp Nou:
Não tem como ir a Barcelona e não visitar o clássico estádio do Barcelona F.C., ou caso prefira, o Estádio Camp Nou.



A visita ao estádio custa 25 Euros por pessoa e há desconto para crianças e idosos acima de 70 anos. Crianças de até 5 anos não pagam. 

O tour é feito seguindo um trajeto pré-determinado pelo estádio e pelo museu, mas você pode fazer o tour no seu tempo. O passeio inclui visita aos vestiários, ao campo, arquibancadas, sala de imprensa e a incrível sala de troféus do Barcelona F.C.

Além disso, tivemos muita sorte de ter jogo durante a semana em que estávamos na cidade, então conseguimos comprar ingresso para o jogo do Barcelona x Atlético de Madrid pela Champions League, o que acabou sendo uma experiência incrível para quem gosta de futebol!


Nós no jogo da Champions League
O ingresso custou 86 euros por pessoa e conseguimos comprar tranquilamente pela internet poucos dias antes do jogo. Claro que escolhemos entre os ingressos mais baratos disponíveis no momento e a localização era bem no alto (e sem cobertura, o que pode ser incômodo se estiver muito frio ou chovendo), mas ainda assim valeu a pena.

  • Parc de la Ciutadella:
Este é o parque mais antigo da cidade de Barcelona e foi inspirado nos Jardins de Luxemburgo, em Paris. A inspiração francesa, aliás, já pode ser notada antes mesmo de entrar no parque ao se avistar o Arco do Triunfo na alameda que dá acesso ao parque.

Arco do Triunfo

O parque foi construído no local de uma antiga fortificação militar, daí recebendo o seu nome. Ele oferece uma grande área verde no meio da cidade, ideal para um passeio ao ar livre ou para contemplar um pouco de natureza no meio da paisagem urbana.


Periquitos livres no Parc de la Ciutadella

No meio do parque destaca-se a fonte monumental, com chafariz e um belo lago. Ali concentram-se muitos visitantes e artistas de rua.


Fonte monumental

O Parc de la Ciutadella ainda abriga o zoológico de Barcelona, um pequeno castelo e diversas esculturas, dentre elas a curiosa escultura de um Mamute, que faz a alegria da criançada e torna difícil a tarefa de conseguir uma foto sem ninguém ao fundo. Depois de muito tentar, nós conseguimos.


Escultura de um Mamute no Parc de la Ciutadella
Após visitar o parque, recomendamos que você saia pelo acesso na Passeig de Picasso e continue seu passeio pelo bairro de El Born.

  • El Born:
Esse é um dos bairros "mais cool" de Barcelona! Conta com vários restaurantes e cafés super charmosos e não é tão lotado como outras regiões turísticas da cidade.


El Born CCM

O acesso é fácil, mas planeje-se para uma boa caminhada. Logo no começo do bairro você vai encontrar o "El Born CCM", o Centro Cultural e de Memória situado dentro da estrutura do antigo mercado do bairro. Durante reformas no antigo mercado, foram encontradas ruínas no subsolo, que hoje estão preservadas e expostas ao público.

Seguimos o passeio pelas ruas do bairro até a igreja de Santa Maria del Mar, uma incrível igreja de estilo gótico construída no século XIV. Não se engane pela fachada simples, pois o interior é muito bonito e vale a pena ser apreciado. O acesso à igreja é pago, mas a entrada é gratuita nos horários de missa. 

  • Park Güell:
Essa é uma das atrações imperdíveis de Barcelona! O Park Güell é fruto de um empreendimento imobiliário fracassado projetado por Gaudí e financiado pelo empresário Eusebi Güell que, anos após o fracasso comercial, foi convertido em um parque e se tornou um dos pontos turísticos mais visitados de Barcelona.


Fachada de uma das entradas do Parque

A maior parte do parque tem acesso livre e só é necessário pagar ingresso para visitar a área que concentra as obras de Gaudí, correspondente a aproximadamente 10% da área total do parque.

O Park Güell é um dos principais pontos turísticos de Barcelona

As obras do mestre do modernismo catalão são realmente incríveis e curiosas, com destaque para a escadaria central, a famosa fonte da Salamandra e as únicas casas construídas na época do lançamento que hoje marcam a entrada do parque.


Os tickets são vendidos por 7 euros por pessoa e as visitas são feitas com hora marcada, nesse caso você tem a janela de 30 minutos para entrar ou seu ingresso não será mais válido. É fundamental comprar o ingresso antecipado pelo site.

Você pode chegar ao Parque pela estação La Teixonera do metrô ou de ônibus (no nosso caso, pegamos a linha 24 e saltamos bem em frente à entrada dos fundos do parque).

  • A Sagrada Família:
É a grande atração de Barcelona, seu cartão postal! E também é a obra prima do meste catalão Antoni Gaudí.


A construção da Sagrada Família segue à todo vapor
A construção da igreja se iniciou em 1882 e foi assumida por Gaudí em 1883, quando o projeto foi completamente alterado. No entanto, a obra até hoje não foi concluída.

Muita gente não sabe, mas a obra da igreja é financiada exclusivamente por recursos privados, incluindo aí o ingresso cobrado aos visitantes, que não é barato. Nós pagamos 29 euros por pessoa (incluindo a visita à torre), mas existem outras opções no site. Aliás, os ingressos DEVEM ser comprados antecipadamente pelo site oficial (clique aqui!) e as visitas são feitas com dia e horário marcado. Se já estiver com a viagem programada, corra para comprar as entradas antes que acabem.

A parte externa da fachada é repleta de detalhes encravados em cada porta de acesso e diversas passagens bíblicas são contadas visualmente por meio das imagens espalhadas por todo lado. Vale a pena parar um pouco para contemplar cada ponto com a ajuda do audioguia em português, incluído no preço do ingresso... :)

Além da incrível fachada, o interior da Sagrada Família também é surpreendente!


Interior da Sagrada Família

A parte interna da Sagrada Família foi pensada para ser uma floresta, o que justifica os pilares grossos e o teto que se une como copas densas de árvores! A iluminação também foi cuidadosamente planejada por Gaudí para aproveitar ao máximo a luz solar.

Entrada da Sagrada Família

A Sagrada Família é tão única que poderíamos escrever um post inteiro só sobre ela, mas ainda assim não conseguiríamos dar a dimensão exata da grandiosidade desta obra, então planeje-se e corra para conhecer esta e outras atrações incríveis da fascinante cidade de Barcelona.

  • Compras:
Não, você não leu errado! Apesar de não ser uma cidade barata e de não ser reconhecida pela tentação de comprar como nos EUA, a Espanha tem lojas com preços muito convidativos, principalmente para quem gosta de lojas de departamentos como a Zara.

Além da própria Zara que já conhecemos no Brasil, há outras lojas do mesmo grupo com preços convidativos, tais como a Stradivarius, a Lefties e a Pull&Bear. Essas lojas são paradas obrigatórias para quem quer fazer comprinhas de peças básicas de qualidade e sem gastar muito.

Além disso, dá para acessar o site dessas lojas e já dar uma olhada nos itens à venda para não perder tempo :)


Assim, após conhecermos a incrível cidade de Barcelona, encerramos nossa viagem de 21 dias pela Espanha (clique aqui para ver o roteiro completo), encantados por este fantástico país e já planejando nossos próximos destinos. 

Não deixe de acompanhar os próximos posts e Vamos pelo Mundo!

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Girona - Bate-volta de Barcelona

Como dissemos no post inicial sobre nossa viagem à Espanha (clique aqui para ler), passamos 7 dias em Barcelona, o que nos proporcionou tempo suficiente para conhecê-la e ainda fazer um bate-volta até a cidade de Girona, uma cidade medieval super charmosa e a menos de 1 hora de trem da capital catalã!


Casario típico de Girona à beira do rio

Como chegar e quanto tempo ficar em Girona?
A forma mais fácil de chegar na cidade é usando os trens de alta velocidade espanhóis e a viagem dura cerca de 40 minutos, ou seja, a cidade é perfeita para um bate-volta!

Os trens partem da estação Barcelona Sants (que pode ser facilmente acessada pelo metrô, na estação Sants Estació) e os tickets podem ser comprados na hora em guichês de auto-atendimento ou antecipadamente pelo site da Renfe.

Nós tentamos a sorte e deixamos para comprar os tickets de trem direto na estação e foi muito tranquilo! Compramos a passagem de ida e volta por 25,60 euros por pessoa (valores de abril/16). Comprando as passagens de ida e volta juntas você terá um desconto! :)

Nosso trem de ida saiu de Barcelona por volta de 10h da manhã e saímos de Girona pouco depois das 18h. Como a cidade é pequena, achamos que o tempo foi suficiente para conhecer as principais atrações sem problemas.


O que fazer em Girona?
A estação de trens de Girona se localiza na parte nova da cidade e para chegar ao centro histórico será necessário caminhar cerca de 15 minutos.


Estação de trens de Girona
Assim que saímos da estação de trens, caminhamos até o centro de informações para turistas (para não se perder: Carrer Berenguer Carnicer, 3 - 17001, fica bem ao lado de um viaduto, do outro lado do Parque de la Devesa) para conseguir um mapa e algumas dicas do que ver e fazer em Girona. Todo o material distribuído é gratuito e fomos super bem atendidos! :)

Trajeto da estação de trem até o centro de informações turísticas

Girona é uma cidade medieval fundada há mais de 2 mil anos e é dividida em 4 partes principais: La Força Vella (da época da fundação de Girona, até o ano 1.000 d.C), El call - Barrio Judio, El Ensanche Medieval (do ano 1.000 d.C. até o século XV) e La ciudad moderna y contemporánea (séc XV até os dias de hoje).

Por isso, depois de pegar o mapa e informações importantes sobre a cidade no centro de informações, não perdemos tempo e fomos logo nos aventurar pela cidade. A primeira parada foi logo no parque em frente ao centro de informações: Parc de la Devesa. O parque é bem grande e conta com uma área verde muito utilizada pelos moradores para a prática de esportes e realização de eventos culturais. Além de um grande bosque, o parque ainda conta com um jardim com inspiração francesa, mas como fomos bem no começo de abril ele ainda não estava florido.


Entrada do Parc de la Devesa, a maior área verde de Girona
Ao sair do parque, fomos conhecer a Plaça de la Independència, uma simpática praça em estilo neoclássico cercada de restaurantes. Nesta praça há um monumento dedicado aos defensores da cidade de Girona.


Monumento aos defensores de Girona na Plaça de la Independència

Em seguida, atravessamos a ponte sobre o rio e caminhamos até a Plaça de Sant Feliu para ver as muralhas antigas, símbolo da La Força Vella e datadas do século 1 d.C!

Olhe com bastante atenção a praça e veja uma pequena escultura de uma leoa (La Leona) em uma espécie de coluna no canto da praça. Reza a lenda que quem der um beijo na bunda da leoa voltará à cidade.

Quando visitamos a cidade, a prefeitura havia retirado a escada que dava acesso à Leoa em função de um acidente fatal com um turista, então tivemos que nos contentar com uma pequena placa presa na parede. Não demos um beijo na leoa, mas também não queríamos arriscar muito e então demos apenas um tapinha na bunda da leoa da placa... hahaha


Placa presa à parede com a reprodução da estátua de La Leona

Aproveitamos o caminho em frente à escultura e já paramos na Basílica de Sant Feliu. Como a maioria das igrejas na Espanha, a entrada é paga (exceto nos horários das missas) e nos custou 3,50 euros por pessoa. Além da entrada à Basílica, o ingresso dava direto ao audioguia (não disponível em português) e à entrada na Catedral de Girona.


Basílica de Sant Feliu

A Basílica de Sant Feliu foi a primeira catedral de Girona e a única até o século X. É um dos edifícios góticos mais importantes da cidade e ainda conta com um campanário bem ao lado, ideal para descansar um pouco e já procurar um lugar para almoçar. :)

Bem próximo à Basílica, existe uma construção romana chamada Los Baños Árabes. A estrutura é bem conservada e conta com uma sala para vestuário, uma sala de descanso e um espaço separado para sauna. A entrada custa 2 euros por pessoa e dá direito a apenas um folheto explicativo (nada em português aqui também).


Sala principal dos Baños Árabes

Em seguida, chegamos à principal atração da cidade: a Catedral de Girona! Como já tínhamos o ingresso, apenas apresentamos na entrada e pegamos o audioguia e o folheto explicando os pontos mais marcantes da construção. Reserve pelo menos 1 hora para esse lugar, já que também pode-se visitar o Museo-Tesoro de la Catedral.


Catedral de Girona

Logo ao lado, temos o El Call - Barrio Judio que convive perfeitamente bem com todos os símbolos católicos vizinhos. O bairro é bem conservado e com alguns simpáticos bares e restaurantes. Abriga também o Museu d'Historia dels Jueus, que conta a história dos judeus na Cataluña, e a Casa Masó, antiga residência de Rafael Masó, principal arquiteto do movimento conhecido como "novencentismo" da região de Girona, que recentemente foi aberta ao público.


Ruelas estreitas dão um charme especial ao bairro judeu

Seguimos em direção ao Rio Onyar, onde conseguimos ver a paisagem símbolo de Girona: as casinhas coloridas na margem do rio, conhecidas como "las casas colgadas". Embora a pintura já esteja um pouco desgastada pelo tempo, ainda assim a paisagem conserva o ar bucólico de antigas cidades medievais.


Casinhas coloridas marcam a paisagem ao longo do rio Onyar

Descendo a margem do rio, chegamos à Rambla de la Llibertat, uma das ruas mais movimentadas da cidade e com várias lojas de souveniers, restaurantes, sorveterias e provavelmente muito agito durante os finais de semana de verão. Quando visitamos a cidade, a rua não parecia muito agitada, como mostra a foto abaixo. 


A Rambla de la Llibertat é um dos pontos de agito durante os finais de semana

Para voltar ao lado do rio onde está a estação de trem, aproveitamos a bela Pont de Pedra, uma ponte gótica muito bem conservada. Aproveite para tirar algumas fotos de ambos os lados do rio Onyar antes de se despedir dessa pequena, porém encantadora cidade. :)

Pont de Pedra

Para facilitar o planejamento de quem estiver pensando em conhecer Girona, deixamos abaixo um mapa com o nosso roteiro de atrações que visitamos em nossa viagem de bate-e-volta de um dia. 

Nosso roteiro de um dia por Girona, saindo e voltando para a estação de trens

Dessa forma, após nossa última parada na Pont de Pedra, rumamos em direção à estação de trens para voltarmos para Barcelona. Se você quiser acompanhar todos os posts de nossa viagem de 21 dias pela Espanha, clique aqui.

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