Viagens passadas, presentes e futuras

Amsterdam

Confira como foi nossa viagem a Amsterdam.

Continue lendo

Cancún

Saiba tudo sobre nossa viagem a Cancún no começo de 2016.

Continue lendo

Campos do Jordão

Confira o que fazer em um fim de semana em Campos de Jordão.

Continue lendo

Barcelona - A capital da Cataluña

Continuando a nossa viagem de 21 dias pela Espanha, chegamos à nossa última parada: a incrível Barcelona! (clique aqui para ler o nosso roteiro completo)





Como chegar em Barcelona?
Por ser um destino muito popular (a cidade está frequentemente no Top5 de cidades mais visitadas no mundo), chegar em Barcelona é uma tarefa fácil.

Partindo do Brasil, há vôos diretos a partir do aeroporto de Guarulhos em São Paulo ou vôos com apenas uma escala partindo das principais cidades brasileiras.

Você ainda pode incluir a cidade num trecho por avião a partir das principais capitais europeias ou então chegar de trem. No nosso caso, optamos por ir de trem de Valência para Barcelona e compramos a passagem com antecedência pelo site da Renfe - operadora espanhola de trens.

Caso decida ir de Madri para Barcelona, há trens expressos que fazem o trajeto em apenas 2 horas e meia!


Onde ficar em Barcelona?
Barcelona é uma cidade com muitas atrações e elas estão espalhadas por diferentes bairros. Assim, não consideramos que exista uma única área ideal para se hospedar, mas indicamos MUITO que fique próximo à alguma estação de metrô.

Nós nos hospedamos no Ibis Styles próximo ao Passeig de Gracia e adoramos a localização. Próximo ao metrô, a poucos metros da Casa La Pedrera, uma zona residencial mas com várias comodidades próximas (como um Carrefour express). Outro bom lugar para se hospedar é próximo à Praça de Catalunya, porém é bem mais movimentado e mais turístico também.

Apenas não recomendamos ficar nos seguintes locais:
  • Barceloneta / Montjuic: São áreas distantes das atrações e com pouco acesso por metrô/ônibus. Se não tiver nenhum interesse específico nessas regiões, é melhor buscar uma localização mais central.
  • Próximo ao Park Guell: mesmo motivo acima e além disso, um senhor que estava no ônibus conosco disse que é comum ter batedores de carteira dentro das conduções (pela grande concentração de turistas)

Quanto tempo ficar em Barcelona?
Essa é sempre uma pergunta muito difícil de ser respondida! Cada um tem seu ritmo de viagem e suas prioridades, mas acreditamos que 4 dias inteiros é o período mínimo que a cidade merece. Com menos tempo você sairá com a sensação de ter deixado muitas coisas pra conhecer na próxima visita.

Barcelona é o tipo de cidade que quanto mais se conhece, mais se quer conhecer! Nós ficamos 6 dias (+1 para fazer o bate-volta para Girona) e, ainda assim, não conseguimos conhecer tudo o que a cidade tinha a oferecer.


Madri ou Barcelona: dúvida cruel!
Dúvida comum na cabeça de quem está planejando uma viagem para a Espanha: Onde vale a pena passar mais tempo? E se tiver que escolher entre uma cidade ou outra?

É complicado escolher, pois as duas cidades tem climas bem diferentes. Enquanto Madri é a típica capital, com muito movimento, infraestrutura, vários restaurantes e paisagem urbana, Barcelona é mais acolhedora (talvez pela quantidade absurda de estrangeiros residentes), mais badalada e com um clima mais descontraído.

Dito isto, nós recomendamos ir para Barcelona ao invés de Madri! Mas acreditamos que o diferencial na escolha será o tempo destinado para conhecer as duas jóias da Espanha. Caso tenha apenas 3 dias, escolha Madri e não se arrependerá. Se tiver mais tempo, vá para Barcelona e curta um clima intimista em uma cidade grande.


O que fazer em Barcelona?
Barcelona é o tipo de cidade que tem atrações para todos os gostos e bolsos. Por isso, ajudamos você com a lista abaixo:

  • Free walking tour - Sandemans:

Como já dissemos em outros posts, nós adoramos fazer um free walking tour nos lugares que conhecemos e em Barcelona não poderia ser diferente!

Entramos no site da Sandemans e já reservamos o nosso tour gratuito. Tivemos sorte com o nosso guia: era americano e tinha um inglês muito fácil de se entender.

O tour acontece em 3 horários diferentes e sai da estação de metrô Jaume I, em frente a um café.

  • La Pedrera (ou Casa Milà):
Foi a nossa primeira atração visitada em Barcelona e já deu para notar a importância que Antonio Gaudí tem para essa cidade.


Fachada de "La Pedrera", um dos mais famosos projetos de Gaudí na cidade

A casa foi construída entre 1905 e 1907 e atualmente abriga exposições, além de visitas abertas ao público. O ingresso custou 20,50 euros (preço de março/16) e incluía audioguia em português. Pode ser comprado antecipadamente pelo site ou na hora da visita sem problemas.

O prédio é muito interessante em seu interior, com as escadas irregulares, o telhado com "chaminés" com formas mirabolantes e o que mais nos chamou a atenção é que ele ainda serve como residência realmente! Obviamente, a parte habitada não é aberta ao público e em algumas partes tem avisos para não fazer barulho e não incomodar os vizinhos.

Além disso, o edifício está na lista da Unesco como Patrimônio Mundial, assim como muitas outras obras de Gaudí.

  • Casa Batlló:

Assim como a Casa Milà, a Casa Batlló foi desenhada por Antonio Gaudí e ficam bem próximas uma da outra.


A curiosa fachada da Casa Batló com suas varandas que parecem máscaras 

Como a Casa Batlló é menor que a La Pedrera e os ingressos caros, preferimos ir em apenas uma Casa.

Mas, obviamente, não deixamos de admirar a charmosa casa colorida por fora! :)

  • Plaça de Catalunya:
É uma das principais praças da cidade e marca o começo de Las Ramblas, ou seja, é um local sempre muuito movimentado e caótico.


Plaça de Catalunya

É daqui também que sai o shuttle para o aeroporto - uma excelente opção aliás! O trajeto dura cerca de 30 minutos, passa nos dois terminais e custa 5,90 euros.

  • Las Ramblas:
É a concentração do agito de Barcelona - de um lado, está a Plaça de Catalunya e do outro, o Porto de Barcelona.


Las Ramblas
A via se estende por pouco mais de 1km e ali você vai encontrar a maior concentração de turistas por metro quadrado de Barcelona, mas é um bom lugar para lanchar, encontrar souveniers ou simplesmente parar em um café para admirar a rua. Porém, como o local é muito turístico, fique atento aos batedores de carteira e não espere encontrar bons preços nos bares e restaurantes.

  • Mercado La Boqueria:
Situado em Las Ramblas, o Mercado possui vários stands que vendem desde sucos até peixes!


Entrada do Mercat de La Boqueria

O mercado não fica aberto até muito tarde, então é ideal para um almoço mais descontraído (já que não possui muitos lugares para sentar e muitos quiosques não possuem nem bancos) ou para um lanche da tarde.


Interior do mercado de La Boqueria

Nós aproveitamos para comer uma paella de frutos do mar, sanduíches de Jamón e andar um pouco pelo lugar para conhecer melhor os pratos e bebidas típicos.

  • Porto e La Barceloneta:
Caminhando pelas Ramblas até o Mirador de Colón, você chegará ao Passeig de Colom, a avenida que beira o mar até o bairro de La Barceloneta. Ao avistar o mar, você já verá junto o Porto velho de Barcelona.

Essa região foi toda restaurada para as Olimpíadas de 1992 e de lá pra cá ganhou vida nova. Se antes a região não era muito bem frequentada, as centenas de embarcações atracadas no porto deixam claro que a região converteu-se em um grande centro da elite endinheirada da cidade.



Continuando o passeio, siga pela Rambla del Mar, uma grande passarela que dá acesso a um shopping com grandes marcas e ao aquário de Barcelona.

Volte para o Passeig de Colom e siga em direção ao simpático bairro de La Barceloneta, onde você encontrará uma das principais praias da área urbana de Barcelona.

Nós fomos em abril e mesmo não estando tão calor para nós brasileiros, a praia já mostrava muita vida, com pessoas tomando sol na areia, caminhando pelo calçadão, praticando esportes ao ar livre e muitas crianças brincando. Ao longo da orla, você ainda encontrará alguns bares ideais para uma parada estratégica para recarregar as baterias durante um dia de andanças.




Antes de ir embora, reserve um tempo para conhecer o interior do bairro, que tem ruas agradáveis e calmas, contrastando com o agito da orla.


Rua tranquila no coração do bairro de La Barceloneta

Continuando o passeio pelo bairro, seguimos pela rua Carrer de la Maquinista até o Mercat de la Barceloneta, outro mercado tipicamente espanhol com venda de peixes frescos, carnes, frutas e mais.

Mercat de la Barceloneta
Infelizmente chegamos ao mercado já na parte da tarde e quase não havia mais movimento. Para ver o mercado funcionando a pleno vapor, você deve visitá-lo na parte da manhã.

  • Museu de história de Barcelona (MUHBA):
O MUHBA é o museu de história de Barcelona e tem um acervo muito interessante. Sob uma das regiões mais movimentadas da cidade, escondem-se as ruínas da cidade antiga de Barcino, que deu origem à Barcelona.

Além disso, apresenta utensílios, acessórios e azulejos da época, tudo muito rico e organizado.


Ruínas da antiga cidade de Barcino

O ingresso custou 7 euros por pessoa (com audioguia em português incluído) e eles entregam uns folhetos explicativos contando a história das peças expostas. As placas explicativas só apresentavam informações em espanhol, mas mesmo quem não é fluente consegue entender bem.

  • Museu Picasso:

Barcelona tem tantas atrações interessantes que fica difícil escolher quais visitar primeiro. Assim, deixamos para visitar o Museu Picasso já no final da viagem, mas os ingressos para o dia (e o dia seguinte) já estavam esgotados. 

Então, a nossa sugestão é comprar antecipadamente pelo site e não ter essa decepção, já que não imaginávamos que seria lotado a esse ponto! O ingresso para visita com horário marcado custava 11 euros por pessoa (ou 16 euros com audioguia), ou seja, agora que já avisamos nada de chegar atrasado hein?! :)

  • Montjuïc:
O Parc de Montjuïc é um grande complexo de atrações turísticas localizadas na colina de mesmo nome e é um dos principais parques da cidade de Barcelona.


Imponente fachada do Museu de Arte da Catalunha

O parque conta com diversas atrações, dentre elas o museu de arte da Catalunha, a fundação Juan Miró, o estádio Olímpico e o Castell de Montjuïc. Com a grande quantidade de atrações concentradas nesta região, você pode facilmente passar um dia inteiro por aqui.

Entretanto, nós optamos por conhecer apenas o Castell de Montjuïc, uma fortificação militar no topo da montanha com uma vista privilegiada da cidade.


Entrada do Castell de Montjuïc

Em função da localização estratégica, essa fortaleza foi utilizada como posto de defesa em diversos confrontos desde sua construção, mas felizmente hoje é apenas um excelente mirante para contemplar as belezas da cidade, permitindo uma ampla visão da cidade e do mar.


O Castell de Montjuïc é um ótimo mirante para contemplar a cidade

O ingresso para a entrada custa 5 Euros por pessoa e a visita pode ser feita de 10h às 18h entre novembro e março e de 10h às 20h no resto do ano. 

  • Jogo e Estádio Camp Nou:
Não tem como ir a Barcelona e não visitar o clássico estádio do Barcelona F.C., ou caso prefira, o Estádio Camp Nou.



A visita ao estádio custa 25 Euros por pessoa e há desconto para crianças e idosos acima de 70 anos. Crianças de até 5 anos não pagam. 

O tour é feito seguindo um trajeto pré-determinado pelo estádio e pelo museu, mas você pode fazer o tour no seu tempo. O passeio inclui visita aos vestiários, ao campo, arquibancadas, sala de imprensa e a incrível sala de troféus do Barcelona F.C.

Além disso, tivemos muita sorte de ter jogo durante a semana em que estávamos na cidade, então conseguimos comprar ingresso para o jogo do Barcelona x Atlético de Madrid pela Champions League, o que acabou sendo uma experiência incrível para quem gosta de futebol!


Nós no jogo da Champions League
O ingresso custou 86 euros por pessoa e conseguimos comprar tranquilamente pela internet poucos dias antes do jogo. Claro que escolhemos entre os ingressos mais baratos disponíveis no momento e a localização era bem no alto (e sem cobertura, o que pode ser incômodo se estiver muito frio ou chovendo), mas ainda assim valeu a pena.

  • Parc de la Ciutadella:
Este é o parque mais antigo da cidade de Barcelona e foi inspirado nos Jardins de Luxemburgo, em Paris. A inspiração francesa, aliás, já pode ser notada antes mesmo de entrar no parque ao se avistar o Arco do Triunfo na alameda que dá acesso ao parque.

Arco do Triunfo

O parque foi construído no local de uma antiga fortificação militar, daí recebendo o seu nome. Ele oferece uma grande área verde no meio da cidade, ideal para um passeio ao ar livre ou para contemplar um pouco de natureza no meio da paisagem urbana.


Periquitos livres no Parc de la Ciutadella

No meio do parque destaca-se a fonte monumental, com chafariz e um belo lago. Ali concentram-se muitos visitantes e artistas de rua.


Fonte monumental

O Parc de la Ciutadella ainda abriga o zoológico de Barcelona, um pequeno castelo e diversas esculturas, dentre elas a curiosa escultura de um Mamute, que faz a alegria da criançada e torna difícil a tarefa de conseguir uma foto sem ninguém ao fundo. Depois de muito tentar, nós conseguimos.


Escultura de um Mamute no Parc de la Ciutadella
Após visitar o parque, recomendamos que você saia pelo acesso na Passeig de Picasso e continue seu passeio pelo bairro de El Born.

  • El Born:
Esse é um dos bairros "mais cool" de Barcelona! Conta com vários restaurantes e cafés super charmosos e não é tão lotado como outras regiões turísticas da cidade.


El Born CCM

O acesso é fácil, mas planeje-se para uma boa caminhada. Logo no começo do bairro você vai encontrar o "El Born CCM", o Centro Cultural e de Memória situado dentro da estrutura do antigo mercado do bairro. Durante reformas no antigo mercado, foram encontradas ruínas no subsolo, que hoje estão preservadas e expostas ao público.

Seguimos o passeio pelas ruas do bairro até a igreja de Santa Maria del Mar, uma incrível igreja de estilo gótico construída no século XIV. Não se engane pela fachada simples, pois o interior é muito bonito e vale a pena ser apreciado. O acesso à igreja é pago, mas a entrada é gratuita nos horários de missa. 

  • Park Güell:
Essa é uma das atrações imperdíveis de Barcelona! O Park Güell é fruto de um empreendimento imobiliário fracassado projetado por Gaudí e financiado pelo empresário Eusebi Güell que, anos após o fracasso comercial, foi convertido em um parque e se tornou um dos pontos turísticos mais visitados de Barcelona.


Fachada de uma das entradas do Parque

A maior parte do parque tem acesso livre e só é necessário pagar ingresso para visitar a área que concentra as obras de Gaudí, correspondente a aproximadamente 10% da área total do parque.

O Park Güell é um dos principais pontos turísticos de Barcelona

As obras do mestre do modernismo catalão são realmente incríveis e curiosas, com destaque para a escadaria central, a famosa fonte da Salamandra e as únicas casas construídas na época do lançamento que hoje marcam a entrada do parque.


Os tickets são vendidos por 7 euros por pessoa e as visitas são feitas com hora marcada, nesse caso você tem a janela de 30 minutos para entrar ou seu ingresso não será mais válido. É fundamental comprar o ingresso antecipado pelo site.

Você pode chegar ao Parque pela estação La Teixonera do metrô ou de ônibus (no nosso caso, pegamos a linha 24 e saltamos bem em frente à entrada dos fundos do parque).

  • A Sagrada Família:
É a grande atração de Barcelona, seu cartão postal! E também é a obra prima do meste catalão Antoni Gaudí.


A construção da Sagrada Família segue à todo vapor
A construção da igreja se iniciou em 1882 e foi assumida por Gaudí em 1883, quando o projeto foi completamente alterado. No entanto, a obra até hoje não foi concluída.

Muita gente não sabe, mas a obra da igreja é financiada exclusivamente por recursos privados, incluindo aí o ingresso cobrado aos visitantes, que não é barato. Nós pagamos 29 euros por pessoa (incluindo a visita à torre), mas existem outras opções no site. Aliás, os ingressos DEVEM ser comprados antecipadamente pelo site oficial (clique aqui!) e as visitas são feitas com dia e horário marcado. Se já estiver com a viagem programada, corra para comprar as entradas antes que acabem.

A parte externa da fachada é repleta de detalhes encravados em cada porta de acesso e diversas passagens bíblicas são contadas visualmente por meio das imagens espalhadas por todo lado. Vale a pena parar um pouco para contemplar cada ponto com a ajuda do audioguia em português, incluído no preço do ingresso... :)

Além da incrível fachada, o interior da Sagrada Família também é surpreendente!


Interior da Sagrada Família

A parte interna da Sagrada Família foi pensada para ser uma floresta, o que justifica os pilares grossos e o teto que se une como copas densas de árvores! A iluminação também foi cuidadosamente planejada por Gaudí para aproveitar ao máximo a luz solar.

Entrada da Sagrada Família

A Sagrada Família é tão única que poderíamos escrever um post inteiro só sobre ela, mas ainda assim não conseguiríamos dar a dimensão exata da grandiosidade desta obra, então planeje-se e corra para conhecer esta e outras atrações incríveis da fascinante cidade de Barcelona.

  • Compras:
Não, você não leu errado! Apesar de não ser uma cidade barata e de não ser reconhecida pela tentação de comprar como nos EUA, a Espanha tem lojas com preços muito convidativos, principalmente para quem gosta de lojas de departamentos como a Zara.

Além da própria Zara que já conhecemos no Brasil, há outras lojas do mesmo grupo com preços convidativos, tais como a Stradivarius, a Lefties e a Pull&Bear. Essas lojas são paradas obrigatórias para quem quer fazer comprinhas de peças básicas de qualidade e sem gastar muito.

Além disso, dá para acessar o site dessas lojas e já dar uma olhada nos itens à venda para não perder tempo :)


Assim, após conhecermos a incrível cidade de Barcelona, encerramos nossa viagem de 21 dias pela Espanha (clique aqui para ver o roteiro completo), encantados por este fantástico país e já planejando nossos próximos destinos. 

Não deixe de acompanhar os próximos posts e Vamos pelo Mundo!

Booking.com

Compartilhe:

Girona - Bate-volta de Barcelona

Como dissemos no post inicial sobre nossa viagem à Espanha (clique aqui para ler), passamos 7 dias em Barcelona, o que nos proporcionou tempo suficiente para conhecê-la e ainda fazer um bate-volta até a cidade de Girona, uma cidade medieval super charmosa e a menos de 1 hora de trem da capital catalã!


Casario típico de Girona à beira do rio

Como chegar e quanto tempo ficar em Girona?
A forma mais fácil de chegar na cidade é usando os trens de alta velocidade espanhóis e a viagem dura cerca de 40 minutos, ou seja, a cidade é perfeita para um bate-volta!

Os trens partem da estação Barcelona Sants (que pode ser facilmente acessada pelo metrô, na estação Sants Estació) e os tickets podem ser comprados na hora em guichês de auto-atendimento ou antecipadamente pelo site da Renfe.

Nós tentamos a sorte e deixamos para comprar os tickets de trem direto na estação e foi muito tranquilo! Compramos a passagem de ida e volta por 25,60 euros por pessoa (valores de abril/16). Comprando as passagens de ida e volta juntas você terá um desconto! :)

Nosso trem de ida saiu de Barcelona por volta de 10h da manhã e saímos de Girona pouco depois das 18h. Como a cidade é pequena, achamos que o tempo foi suficiente para conhecer as principais atrações sem problemas.


O que fazer em Girona?
A estação de trens de Girona se localiza na parte nova da cidade e para chegar ao centro histórico será necessário caminhar cerca de 15 minutos.


Estação de trens de Girona
Assim que saímos da estação de trens, caminhamos até o centro de informações para turistas (para não se perder: Carrer Berenguer Carnicer, 3 - 17001, fica bem ao lado de um viaduto, do outro lado do Parque de la Devesa) para conseguir um mapa e algumas dicas do que ver e fazer em Girona. Todo o material distribuído é gratuito e fomos super bem atendidos! :)

Trajeto da estação de trem até o centro de informações turísticas

Girona é uma cidade medieval fundada há mais de 2 mil anos e é dividida em 4 partes principais: La Força Vella (da época da fundação de Girona, até o ano 1.000 d.C), El call - Barrio Judio, El Ensanche Medieval (do ano 1.000 d.C. até o século XV) e La ciudad moderna y contemporánea (séc XV até os dias de hoje).

Por isso, depois de pegar o mapa e informações importantes sobre a cidade no centro de informações, não perdemos tempo e fomos logo nos aventurar pela cidade. A primeira parada foi logo no parque em frente ao centro de informações: Parc de la Devesa. O parque é bem grande e conta com uma área verde muito utilizada pelos moradores para a prática de esportes e realização de eventos culturais. Além de um grande bosque, o parque ainda conta com um jardim com inspiração francesa, mas como fomos bem no começo de abril ele ainda não estava florido.


Entrada do Parc de la Devesa, a maior área verde de Girona
Ao sair do parque, fomos conhecer a Plaça de la Independència, uma simpática praça em estilo neoclássico cercada de restaurantes. Nesta praça há um monumento dedicado aos defensores da cidade de Girona.


Monumento aos defensores de Girona na Plaça de la Independència

Em seguida, atravessamos a ponte sobre o rio e caminhamos até a Plaça de Sant Feliu para ver as muralhas antigas, símbolo da La Força Vella e datadas do século 1 d.C!

Olhe com bastante atenção a praça e veja uma pequena escultura de uma leoa (La Leona) em uma espécie de coluna no canto da praça. Reza a lenda que quem der um beijo na bunda da leoa voltará à cidade.

Quando visitamos a cidade, a prefeitura havia retirado a escada que dava acesso à Leoa em função de um acidente fatal com um turista, então tivemos que nos contentar com uma pequena placa presa na parede. Não demos um beijo na leoa, mas também não queríamos arriscar muito e então demos apenas um tapinha na bunda da leoa da placa... hahaha


Placa presa à parede com a reprodução da estátua de La Leona

Aproveitamos o caminho em frente à escultura e já paramos na Basílica de Sant Feliu. Como a maioria das igrejas na Espanha, a entrada é paga (exceto nos horários das missas) e nos custou 3,50 euros por pessoa. Além da entrada à Basílica, o ingresso dava direto ao audioguia (não disponível em português) e à entrada na Catedral de Girona.


Basílica de Sant Feliu

A Basílica de Sant Feliu foi a primeira catedral de Girona e a única até o século X. É um dos edifícios góticos mais importantes da cidade e ainda conta com um campanário bem ao lado, ideal para descansar um pouco e já procurar um lugar para almoçar. :)

Bem próximo à Basílica, existe uma construção romana chamada Los Baños Árabes. A estrutura é bem conservada e conta com uma sala para vestuário, uma sala de descanso e um espaço separado para sauna. A entrada custa 2 euros por pessoa e dá direito a apenas um folheto explicativo (nada em português aqui também).


Sala principal dos Baños Árabes

Em seguida, chegamos à principal atração da cidade: a Catedral de Girona! Como já tínhamos o ingresso, apenas apresentamos na entrada e pegamos o audioguia e o folheto explicando os pontos mais marcantes da construção. Reserve pelo menos 1 hora para esse lugar, já que também pode-se visitar o Museo-Tesoro de la Catedral.


Catedral de Girona

Logo ao lado, temos o El Call - Barrio Judio que convive perfeitamente bem com todos os símbolos católicos vizinhos. O bairro é bem conservado e com alguns simpáticos bares e restaurantes. Abriga também o Museu d'Historia dels Jueus, que conta a história dos judeus na Cataluña, e a Casa Masó, antiga residência de Rafael Masó, principal arquiteto do movimento conhecido como "novencentismo" da região de Girona, que recentemente foi aberta ao público.


Ruelas estreitas dão um charme especial ao bairro judeu

Seguimos em direção ao Rio Onyar, onde conseguimos ver a paisagem símbolo de Girona: as casinhas coloridas na margem do rio, conhecidas como "las casas colgadas". Embora a pintura já esteja um pouco desgastada pelo tempo, ainda assim a paisagem conserva o ar bucólico de antigas cidades medievais.


Casinhas coloridas marcam a paisagem ao longo do rio Onyar

Descendo a margem do rio, chegamos à Rambla de la Llibertat, uma das ruas mais movimentadas da cidade e com várias lojas de souveniers, restaurantes, sorveterias e provavelmente muito agito durante os finais de semana de verão. Quando visitamos a cidade, a rua não parecia muito agitada, como mostra a foto abaixo. 


A Rambla de la Llibertat é um dos pontos de agito durante os finais de semana

Para voltar ao lado do rio onde está a estação de trem, aproveitamos a bela Pont de Pedra, uma ponte gótica muito bem conservada. Aproveite para tirar algumas fotos de ambos os lados do rio Onyar antes de se despedir dessa pequena, porém encantadora cidade. :)

Pont de Pedra

Para facilitar o planejamento de quem estiver pensando em conhecer Girona, deixamos abaixo um mapa com o nosso roteiro de atrações que visitamos em nossa viagem de bate-e-volta de um dia. 

Nosso roteiro de um dia por Girona, saindo e voltando para a estação de trens

Dessa forma, após nossa última parada na Pont de Pedra, rumamos em direção à estação de trens para voltarmos para Barcelona. Se você quiser acompanhar todos os posts de nossa viagem de 21 dias pela Espanha, clique aqui.

Além disso, não deixe de acompanhar os próximos posts e Vamos pelo Mundo!

Booking.com
Compartilhe:

Vamos pelo Mundo faz 1 ano!

Parece que foi ontem, mas já estamos orgulhosamente comemorando o primeiro ano do Vamos pelo Mundo! :)



Este blog nasceu da nossa paixão por viajar, da vontade de compartilhar as nossas experiências com os amigos e poder ajudar de alguma forma as pessoas a terem viagens maravilhosas!

Com tantos feriados pela frente, 2017 promete ser um ano ótimo para viajar. Dá pra emendar com as férias e ficar mais tempo viajando ou viajar pra perto e descansar da rotina do dia a dia.

Pensando nisso e para comemorar nosso primeiro aniversário, fizemos um post especial com os melhores destinos mês a mês em nossa opinião para te ajudar a definir sua próxima viagem. Infelizmente, ainda não conseguimos escrever sobre todos os destinos aqui, mas todos são de viagens que já fizemos e tem o nosso selo de qualidade :)


  • Janeiro - Cancún:
Nada mais justo que indicar para o começo do ano a viagem que deu origem ao nosso blog!

Chichen Itzá é parada obrigatória para quem vai à Cancún

Cancún em janeiro é ótimo! Nós passamos o réveillon em Cancún e, em uma semana de viagem, pegamos um tempo ótimo com apenas um dia nublado. As atrações não estavam lotadas, os parques não estavam entupidos, conseguimos ver o Cirque Du Soleil com tranquilidade e aproveitar o hotel e a sua praia/piscina sem passar nenhum sufoco.

Claro que Cancún é um ótimo lugar para ir em todos os meses (mas por favor evite a época de furacões), inclusive com crianças, mas achamos uma ótima opção para fugir do inverno rigoroso da Europa e com preços acessíveis.

Aliás, Cancún tem tantas atrações que é um ótimo destino mesmo para quem não gosta de praia, como nós! Para ler tudo sobre nossa viagem a Cancún, clique aqui


  • Fevereiro - Tailândia:
Ultimamente, a Tailândia tem sido a queridinha de muitos brasileiros! É o único destino listado neste post onde ainda não fomos, mas este já é um problema com data marcada para acabar! Embarcaremos em breve para esse paraíso e já estamos super ansiosos para conhecer esse destino fantástico e contar tudo aqui. :)

Embora as passagens sejam caras, os custos dos hotéis e alimentação na Tailândia são baixos a ajudam a manter o orçamento controlado! 

A melhor época para ir é entre outubro e abril, quando a temporada de monções ainda não começou e os dias tendem a ser mais limpos e ensolarados. Em breve, teremos posts aqui! :)

  • Março - Espanha:
Escolhemos a Espanha para representar o mês de março por ter um dos invernos mais amenos da Europa. Esse fator foi fundamental quando escolhemos passar nossas férias aqui, já que mesmo no meio de março as temperaturas estavam ótimas.

A Plaza de España em Sevilha é uma das grandes atrações da Andaluzia

A Espanha é pequena se comparada ao Brasil, mas possui uma diversidade tão grande de paisagens, cultura e sabores que certamente irão te conquistar. Se estiver planejando sua viagem para lá, clique aqui para conhecer nosso roteiro de 21 dias pelo país.

  • Abril - Amsterdã e parque Keukenhof:
Ir para Amsterdã foi um grande golpe de sorte para nós! Conforme falamos no post sobre essa viagem, compramos as passagens em uma excelente promoção da KLM antes mesmo de planejarmos o roteiro.

Famoso letreiro em frente ao museu Riksmusem em Amsterdã

Amsterdã por si só já vale muito a pena conhecer, mas nossa maior surpresa foi perceber que o Parque Keukenhof (famoso parque das tulipas) estaria aberto nesse período, pois ele é aberto ao público apenas durante 8 semanas por ano! (Entre março e maio).

O Parque Keukenhof é o maior jardim de tulipas do mundo

O parque fica na cidade de Lisse, mas o acesso a partir de Amsterdã é super fácil. Se você tiver a oportunidade de conciliar uma visita a Amsterdã com o parque Keukenhof, não pense duas vezes! O parque é lindo e todo ano é decorado de acordo com um tema diferente (quando fomos a homenagem era a Van Gogh). Além disso, Amsterdã é uma cidade linda, muito charmosa, com vários cafés e restaurantes ótimos.

Nosso post sobre Amsterdã pode ser lido clicando aqui

  • Maio - Leste Europeu:
Nós combinamos a viagem à Amsterdã que contamos acima com uma viagem pelo Leste Europeu, visitando Budapeste, Viena, Praga e Bratislava.

Se uma viagem pelo Leste Europeu não está nos seus planos, sugerimos fortemente que você reconsidere estes planos!

Nós em frente ao icônico prédio do Parlamento Húngaro, em Budapeste

Além da beleza encantadora dessa região menos badalada (e menos lotada!) da Europa, os custos mais em conta dessa região nos ajudam a não passar tanta vergonha com nossos desvalorizados Reais.

Clique aqui e leia tudo sobre nosso roteiro pelo Leste Europeu.


  • Junho - Itália:
Apesar de ainda não termos escrito um post sobre a Itália, essa viagem está entre as nossas favoritas por um motivo muito especial: foi a nossa viagem de lua de mel (e o país é simplesmente incrível) :)

O passeio de gôndola é obrigatório em Veneza :)

Passamos 20 dias percorrendo a Itália de norte a sul, passando por lugares incríveis como Veneza, Verona, Florença, Pisa, a maravilhosa região da Toscana, a linda Costa Amalfitana e terminando a viagem na grandiosa e histórica Roma. Nos apaixonamos perdidamente por esse lugar maravilhoso, tão cheio de cores, de vida e com sabores incríveis!

Acordar com uma vista dessas em Positano faz qualquer viagem ser mágica

Na verdade nós visitamos a Itália entre o final de março e abril, mas recomendamos que você considere uma viagem para lá em Junho principalmente se quiser aproveitar as praias da Costa Amalfitana, pois nessa época a região ainda não estará lotada de europeus em férias e a temperatura estará ótima para um mergulho no lindo mar.

  • Julho - Campos do Jordão:
O inverno é a época ideal para visitar Campos do Jordão e curtir um pouco do frio da serra paulista.

Portal de entrada da cidade de Campos do Jordão

A arquitetura Alemã dá um charme todo especial à cidade, que conta com um centrinho animado, bons restaurantes, lojas de chocolate, cafés e muitas lojinhas de malhas e casacos.

O melhor de tudo é que o acesso é super fácil a partir do Rio de Janeiro ou de São Paulo e conhecer a cidade vale a pena mesmo que você tenha pouco tempo disponível. Para conferir como foi nosso roteiro de um final de semana em Campos do Jordão, clique aqui.

  • Agosto - Buenos Aires:
Particularmente sou suspeito para falar de Buenos Aires. Para mim (Rodrigo), é uma das melhores cidades do mundo e ainda tem a grande vantagem de estar muito próxima do Brasil.

De fácil acesso a partir do Brasil, Buenos Aires é um destino que pode ser visitado durante o ano todo. É uma viagem ideal para um curto período ou um feriado prolongado.

Floralis Generica, no bairro da Recoleta em Buenos Aires

A cidade tem uma bela arquitetura europeia e atrações para os mais variados gostos. Mas atenção, uma viagem a Buenos Aires definitivamente não combina com dieta, pois com tantos bifes con papas fritas, dulces de leche, sorvetes e Alfajores fica difícil resistir à tentação da gula.


  • Setembro - Santiago:
Outra excelente opção para uma viagem curta pela América do Sul, o Chile também pode ser visitado em qualquer época do ano, mas achamos que no inverno há um gostinho especial!

Setembro é um mês ótimo para visitar a cidade porque, além de conhecer os pontos turísticos de Santiago e das vizinhas Viña del Mar e Valparaíso, você ainda consegue pegar o final da temporada de ski, quando os preços são melhores do que no começo da estação.

Teleférico na estação de ski de Farellones

Como a cidade pode ser visitada durante o ano todo, caso você tenha mais tempo e queira incrementar sua aventura, ainda há a possibilidade de combinar Santiago com outros destinos populares no Chile, como o Deserto do Atacama ou a Patagônia chilena.

Clique aqui e veja como foi nosso planejamento, nosso roteiro de 1 semana no Chile e quais furadas você deve evitar nos passeios para as estações de ski.


  • Outubro - Alemanha:
Quando alguém fala Outubro e Alemanha na mesma frase, muita gente já pensa logo na Oktoberfest, certo? Certo! Porém, estamos aqui para lembrar que enquanto Munique está lotada de turistas e com hotéis caríssimos em função da altíssima taxa de ocupação, Berlim estará muito mais vazia, com passagens a um bom preço e hospedagens em valores muito justos em se tratando de Europa!

Portão de Brandenburgo

Tivemos a sorte de visitar Berlim nessa época e não nos arrependemos, pois pegamos dias de sol com temperaturas amenas (todos os dias acima dos 15 graus) e pudemos aproveitar bastante dos pontos turísticos sem muita gente!

Além disso, uma viagem para Berlim pode ser facilmente combinada com um roteiro pelo Leste Europeu ou uma visita a outros países incríveis na região, como a Polônia, por exemplo.

  • Novembro - Cartagena de Índias (Colômbia):
Cartagena de Índias na Colômbia é a nossa sugestão para fugir do verão europeu (lotado e caro), viajar para fora do Brasil e ainda aproveitar o sol e um mar lindo!

Mulher com vestimenta típica em Cartagena 

Ir para a Colômbia significa conhecer uma cultura riquíssima e desfrutar de paisagens lindas por um preço acessível.

Cartagena de Índias é banhada pelo mar do Caribe e é uma das cidades de estilo colonial mais bem preservadas das Américas. Além da bela arquitetura dos prédios, a cidade é cercada por uma bem conservada muralha utilizada para proteger as riquezas espanholas dos ataques de piratas e corsários.

Por poder conhecer a história e aproveitar o mar caribenho em uma mesma viagem, achamos que Cartagena de Índias é um ótimo destino e o único perigo é querer ficar por lá. Se quiser saber como foi nossa viagem a Cartagena, clique aqui.

  • Dezembro - Gramado e Canela:
A recomendação para fechar o ano é a dobradinha Gramado e Canela, pois nesse período acontece o evento Natal Luz em Gramado.

Considerada a maior celebração natalina do Brasil, o evento ocorre entre novembro e o início de janeiro e conta com muitas atividades, apresentações musicais e espetáculos variados para agradar toda a família, incluindo diversas atividades voltadas para as crianças. Além da variedade de atrações, a cidade ganha uma decoração toda especial para receber os milhares de turistas que visitam a região nesta época do ano.

Portal de entrada em Gramado

Como não podia deixar de ser, a vizinha Canela aproveita o grande fluxo de pessoas e também se enfeita toda para celebrar o Natal, tornando ainda mais especial a sua visita.

Em nossa opinião, Gramado e Canela estão entre os melhores destinos no Brasil em função da boa estrutura para receber os turistas, bom atendimento e custo razoável. E conhecer essa dupla durante o Natal Luz só torna a viagem ainda mais especial.


E você, já planejou sua próxima viagem? Com tantas sugestões, basta escolher o que mais lhe agrada e começar o planejamento!

Nós já temos algumas viagens planejadas para 2017 que renderão muitas histórias para o segundo ano do blog! Então, não deixe de conferir os próximos posts e Vamos pelo Mundo!


Compartilhe: